Escolher um caminho e seguir em frente

Por Redação Entrecultura - 23/08/2017 10h21

Escolher um caminho e seguir em frente.

Para mim sempre foi difícil ter que fazer escolhas.  Desde muito pequena lembro de sofrer por isso. Era tão difícil, achava ingrato mesmo a pessoa ter que escolher.  Por causa disso, paguei muito caro por diversas vezes.

Nessa história, o mais impressionante que aconteceu comigo, foi ter a certeza que o universo é justo, e que pode até demorar,  mas um dia a conta chega.  Ou seja, melhor fazer nossas escolhas na hora certa e de preferencia como coração.
No meu caso, quanto recebi minha dívida, ainda fiquei chateada porque achei que não fosse o melhor momneto. Rs.
Pronto, achando que poderia conseguir uma solução mais fácil, fui tentar negociar com o Divino Criador.  Pedi aqui, ajustei dali, tentei parcelar,  jurei melhorar.
Resultado?
Não deu em nada. Rsrsrsrsrsrs.

Quer dizer,  em nada que gostaria, porque na verdade mesmo, não queria ajustar nadinha. Queria ser “perdoada” pelo universo diante das minhas escolhas.  Ainda bem que tudo acontece como tem que ser e na hora certa.  Recebi o melhor presente que poderia naquele momento que foi o  ajuste de contas comigo mesma e com o universo.
Hummmm, precisava assumir quem eu era e quais as minhas escolhas. Tomar as rédeas da minha vida, trazer a responsabilidade dos meus atos para mim.
Aí que medo! Como assim não dividir minha responsabilidade com os outros? Com meus pais , pelo menos?
Misericórdia, quase morri!  Tá, sei que tenho tendencia a ser dramática, mas olhe…  Não foi uma tarefa fácil.  Sabendo disso tentei foi fugir várias vezes e não nego, que consegui algumas vezes. Inventava uma farra aqui, outra acolá e saía para a distração.  E quero ser bem interpretada aqui. Sou mundana, gosto de conversa fiada em boteco, beira de calçada com os amigos, beber uma cervejinha, amo música e poesia.
Mas aqui, estou falando é de outra coisa. Sair e se divertir é massa demais. Tem que acontecer com a frequência possível para a gente manter a mente sã e salva das doenças. Excelente válvula de escape.

O que fazia era diferente de diversão saudável. Corria e me escondia de mim mesma e dos meus problemas seja onde fosse ( mas de certo que era nas melhores das farras).

Queria que meus problemas sumissem, que fossem considerados nulos.

Pois ainda bem que não deu certo!  Foram essas situações que me impulsionaram para o meu autoconhecimento, para minhas novas escolhas.
E pense numa coisa gratificante é a pessoa poder escolher!  Aí sim é outra coisa. No dia que o “cabra” escolhe porque quer e não porque ficou sem alternativa, ele se sente vivo, sente que é possível mudar.

E foi assim que consegui sobreviver a mim mesma.
Ahhhh, citando isso,  lembrei de uma coisa interessante.
Meu pai sempre tocou vários instrumentos e desde que me entendo por gente cantava de maneira bem natural, como se fosse extensão da normalidade, coisa que qualquer um poderia fazer.

Quando era bem pequena, acreditava que também faria aquilo que achava tão bonito e importante, do jeito que ele fazia, de forma natural e sem esforço.
Cresci frustrada porque é óbvio que não consegui. Na adolescência então, sofri demais. O fato é que nunca havia parado para pensar que pra tocar um instrumento era preciso estudo e disciplina, rotina de treinamento. Fora ter a sorte de já ter nascido com o talento e com o dom que já vem impresso ali, na alma da pessoa.
Lembrei e resolvi contar esse pedaço da minha história para que haja entendimento quem nem tudo é para todos.  Provavelmente, se tivesse nascido com o dom de  cantar e  de tocar, do jeito de gosto de uma boa farra, não estaria aqui.

É isso!

Diariamente peço a Divino Criador a consciência para que eu sabia o lugar que me compete neste plano e para que eu não esteja a exigir da vida aquilo que não me pertence.

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