Novo álbum de Livia Mattos: “Vinha da Ida”

Por suporte - 13/11/2017 11h36

Natura apresenta novo álbum de Livia Mattos: “Vinha da Ida”

Imagem: Divulgação

Depois de anos de experimentação Brasil afora, Lívia Mattos inicia – de fato – a sua trajetória fonográfica com o pé direito, lançando seu álbum “Vinha da Ida” (Natura Musical). Com trajetória peculiar, Lívia Mattos vem construindo o seu caminho na música de forma sólida e diversa:  como sanfoneira da banda de Chico César; circulando com seu trabalho autoral em festivais como Akorden Festival Wien, na Áustria, e “Accordions Around The Wolrd, em NYC; como solista convidada da Orquestra Sinfônica da Bahia; como participante selecionada pelo programa OneBeat , nos EUA; com experiências de shows em grandes festas de rua, como Carnaval e São João; além da vasta experiência de criação da interface música/cena.

“Vinha da Ida” é o retrato fonográfico do estradar dessa artista, que tem circulado como acordeonista, cantora e circense. Encontrou no produtor Alê Siqueira, o parceiro ideal para produzir o disco, valorizando as construções advindas de seus trânsitos sonoros.  É um disco de canção e de sonoridades, que coloca  acordeom num lugar outro, de busca infinita, através de motes, riifs e cadências que inspiram a criação, a composição.

 O álbum é composto por dez canções autorais, sendo duas em parceria com o acordeonista franco-português Loïc Cordeone – que participa da faixa “Vou lá” – e uma com o guitarrista Jurandir Santana – que fez a direção musical das faixas trabalhadas com músicos na Bahia. Participam também do disco artistas que fizeram parte da caminhada da sanfoneira: Chico César, com quem continua tocando; Toninho Ferragutti, amigo e mestre; e Zé Manoel, que foi sua aproximação mais forte recentemente, com o qual montou um show conjunto.

 Toda gestualidade e espontaneidade desaguou num resultado original, que mostra a contemporaneidade da musica brasileira, sem se sustentar em recursos eletrônicos. É o cancioneiro vivo, pulsante, híbrido, com identidade maturada nos anos de estrada, sem perder o frescor.

O disco passa por diversas cores, tanto do estilo das canções, como de formação, como também do lugar da sanfona e vozes. No entanto, não aparece como uma bricolagem, apresentando-se com uma identidade sólida e inusitada. A junção do acordeom com violoncelo e bateria, trouxeram nuances e cores novas às canções, combinando força, crueza e delicadeza. Já os bailes atlânticos, apresentadas por sua banda completa – tuba, guitarra baiana/bandolim, percussão, bateria e acordeom/voz – trazem os ares de quem vem da costa, de quem é litorânea, mas transita por muitos mundos. É do mundo. Assim, sem baixo – além dos 120 baixos de sua sanfona – Lívia Mattos apresenta um disco de canção e sonoridades peculiares, com uma porção de musicas que se comunicam com o público de imediato, apesar de certas “estranhezas” interessantes – que ela própria chama de veneno. A atmosfera circense também é presente no disco, de maneira mais explicita pela canção “Melodia-a-dia”, e de maneira mais subjetiva na canção “Sob o céu sobre o chão”. A junção da tuba com acordeom também remete a esse universo em outras canções.

 

É um disco salgado, de que vem da beira do mar, da costa, do suor, do salitre, da umidez, do choro, da dança, do sereno, da chuva. É um disco de quem vai, de quem vive de ida, de estrada, de quem pressupõe que existir é ir. Tudo veio do respirar por esse fole, que desenha caminhos, vai e volta – nunca igual. A poética gira em torno da existência, desse seguir…. das contradições inerentes à vida, que  ao mesmo tempo é divina e vadia, frágil e vigorosa, escassa e sortida – que tem o tempo e o mar como entidades.

 

Este disco de Livinha reflete exatamente o q ela é: multiartista curiosa com
suas inúmeras possibilidades de linguagens e sonoridades que não nunca
cessam, pois são camadas infinitas de fato.

Os dois tons nas formações musicais que ela elegeu para produzir e mostrar
suas músicas – a grande banda e o trio – fazem parte de um caleidoscópio
maior de possibilidades, mas que independente delas, carrega em si sua
história, refletida e representada, nessas músicas.

Outro fato interessante a destacar é ela assumir o seu papel de cantautora,
cantando lindamente suas canções. Pode parecer óbvio, mas a autora cantando
o que ela compõe deixa registrado ali, para a eternidade, o que ele quis
expressar. E por fim, não poderia deixar de ressaltar a Livinha
instrumentista, que cada vez mais, está nos fazendo entender, de uma
meneira forte e amorosa, que a sanfona é pertencente também ao universo
feminino.

 

Por Letieres Leite

O projeto foi selecionado para receber o patrocínio do edital Natura Musical, com apoio do Governo do Estado da Bahia, por meio do FazCultura. “O Natura Musical foi criado para valorizar a diversidade e identidade da música brasileira, diz Fernanda Paiva, gerente de Marketing Institucional da Natura. “Desde 2012, o edital Bahia já contemplou 26 projetos no Estado de artistas como Russo Passapusso, Larissa Luz, Giovani Cidreira, Lucas Santtana e, agora, Livia Mattos”, complementa.

Sobre o Natura Musical

Com doze anos, o Natura Musical tem hoje um papel inédito na valorização da produção contemporânea e da identidade musical brasileira: já apoiou mais de 1350 produtos culturais (mais de 1200 shows, 132 CDs, 26 DVDs, 21 livros e 5 filmes), chegando diretamente a 1,3 milhão de pessoas e 1,3 milhão de seguidores no ambiente digital.

Na frente de fomento, os projetos são selecionados prioritariamente por meio de editais públicos, em nível nacional, com uso das Leis Rouanet e Audiovisual, e em nível regional, com uso de ICMS, conforme a disponibilidade de recursos.

A marca lança em média 20 discos por ano, com destaques em listas de melhores do ano e premiações nacionais e internacionais, além de patrocinar shows, livros, filmes e acervos digitais. Ao inaugurar a Casa Natura Musical, em São Paulo, amplia sua participação no entretenimento, com uma vitrine permanente para a rica e pulsante produção musical brasileira.

 

Sobre a Natura

 

Fundada em 1969, a Natura é uma multinacional brasileira de cosméticos e produtos de higiene e beleza. Líder no setor de venda direta no Brasil registrou R$ 7,9 bilhões de receita líquida em 2016, possui mais de 7 mil colaboradores, 1,8 milhões de consultoras e operações nos EUA, França, Chile, México, Peru, Colômbia e Argentina. Foi a primeira companhia de capital aberto a receber a certificação B Corp no mundo, em dezembro de 2014, o que reforça sua atuação transparente e sustentável nos aspectos social, ambiental e econômico. A estrutura da companhia é composta por fábricas em Cajamar (SP) e Benevides (PA), oito centros de distribuição no Brasil, um hub logístico em Itupeva (SP) e centros de Pesquisa e Tecnologia em São Paulo (SP) e Nova York (EUA). Detém o controle da fabricante australiana de cosméticos Aesop, com lojas em países da Oceania, Ásia, Europa e América do Norte. Produtos da marca Natura podem ser adquiridos com as consultoras Natura, pela Rede Natura rede.natura.net, por meio do app Natura ou em lojas em São Paulo, Rio de Janeiro, Paris e Nova York. Para mais informações sobre a empresa, visite www.natura.com.br e confira os seus perfis nas seguintes redes sociais: LinkedinFacebookInstagramTwitter e Youtube.

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