Conheça Swallowed by the Sun, o novo EP da banda Cojobas

Por Redação Entrecultura - 06/07/2018 10h00

Com 17 anos de estrada, a banda piauiense Cojobas tem muita história para contar. Conhecida pelos grandes concertos musicais, com super produções, o grupo lançou recentemente o EP Swallowed by the Sun, com três faixas inéditas, que está disponível nas plataformas Spotify, Deezer e Apple Music. A banda, que já havia lançado um EP em 2015, com as músicas From the stars, Clean the mess e Senescence, pretende lançar seu primeiro disco até o final deste ano.

Capa do EP: Régis Falcão

Tendo os grandes shows como característica marcante, Cojobas integra o grupo idealizador do Festival B.B. Rock, evento que vai reunir gastronomia e grandes nomes do rock piauiense neste sábado (07) em Teresina.

Ostiga Júnior (voz), Marcelo Leonardo (guitarra), Marco Pires (guitarra/violão), Mário Pinheiro (teclado), Vinícius Rufino (teclado), Fábio Fortes (percussão) e Cláudio Hammer (bateria) são os nomes que compõem o grupo, e foi com Marcelo Leonardo que o Entrecultura conversou, para saber mais sobre o atual momento da banda. Confira!

Entrecultura: Onde começa a história da banda Cojobas?

Marcelo Leonardo: Começou como brincadeira de alguns amigos e um deles, o Fábio, que tem o apelido Cojobinha, acabou dando nome à banda, pois ensaiávamos na casa do pai dele e depois na própria casa dele. Literalmente, começamos tocando para amigos em festas particulares, sítios, e.t.c.

Cojobas (Foto: Régis Falcão)

Entrecultura: Vocês acabaram de lançar um novo EP, “Swallowed by the sun”. Como se constituiu esse trabalho, desde o processo de composição a gravação e finalização?

M.L: Depois de mais de 10 anos fazendo grandes produções com shows “Tributo”, tais como Pink Floyd e Beatles, sentimos a necessidade de fazer algo autoral. Desde 2012 que uma parcela considerável da banda vem pensando e se dedicando a esse lado. Em 2015, lançamos nosso primeiro EP, com três faixas, e agora em 2018 acabamos de lançar o segundo EP. Temos um processo de criação bastante livre, onde todos podem participar, mas normalmente as músicas começam com alguma ideia musical minha (harmonia e melodia), que entrego para a banda com um esboço de arranjo instrumental e com a melodia vocal improvisada sem letra. A banda amadurece os arranjos e o Ostiga faz as letras. O primeiro EP teve uma faixa em parceria com um dos tecladistas da banda, Mário Pinheiro, e este segundo teve outra com o outro guitarrista da banda, Marco Pires, mas, no geral, tem sido até agora com esse procedimento que falei. Contamos nesse nesse EP com a ajuda do André de Sousa, que nos auxiliou na parte final de produção, dúvidas nos arranjos e sugestões variadas. Foi uma necessidade que sentimos, pois, quando ficamos fechados em nós mesmos, acabamos girando em círculos no mesmo lugar. Uma opinião de fora, sobretudo de um músico excelente como o André, nos deu mais segurança de estar no caminho certo.

Banda Cojobas (Foto: Régis Falcão)

Entrecultura: Com tantos anos de estrada, quais as principais diferenças vocês têm percebido no cenário musical piauiense?

M.L: A gente percebe muitas mudanças no cenário musical. Acho que a cena autoral voltou com uma força enorme nos últimos 03 anos, sobretudo depois da primeira edição do B.B. Rock. Além disso, as bandas estão hoje mais estruturadas em termos de equipamentos, lembro que, quando começamos, várias pessoas iam ver nossos instrumentos com um certo fetiche, mas hoje em dia praticamente todo mundo tem uma ótima guitarra, teclado e.t.c. Ainda sentimos falta de grandes produções na parte de shows, pois as bandas de rock praticamente tocam em bares e pubs. Essa, acho que foi nossa grande quebra de paradigma, pois, desde 2008 fazemos grandes produções de áudio, luz e imagem. Mas acho que, em médio prazo, teremos várias opções na mesma linha, tanto, que inúmeras bandas estão lançados vídeos com seus trabalhos autorais, o que mostra que a turma nova não está brincando de tocar.

Entrecultura: Quais os planos da banda para o próximo semestre?

M.L: Os planos para frente são gravar um vídeo, que não posso dar muitos detalhes ainda, e gravar mais 03 ou 04 faixas e lançar um álbum completo com todas as nossas músicas reunidas. Sobre shows, continuaremos com nossa rotina de fazer um ou dois shows por ano, no máximo. Fazemos assim, tanto por sempre gostarmos de fazer algo mais elaborado e produzido, quanto por sermos uma banda formada por profissionais de outras áreas, que têm uma dificuldade grande na conciliação das agendas pessoais.

 

Ouça o novo EP da banda Cojobas:

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