Eletrique Zamba: após sucesso com primeiro disco, banda fala de novos planos

Por Redação Entrecultura - 07/07/2018 10h00

O álbum “Vol.I” da banda Eletrique Zamba, lançado em 2017, tem recebido críticas positivas e recentemente figurou entre os 50 melhores álbuns independentes de 2017 no site especializado “Floga-se”, após votação na internet.

Eletrique Zamba (Foto: Sérgio Loureiro)

Idealizada pelo músico Fábio Christian, Eletrique Zamba surgiu em 2009 em Amsterdam, com Fábio no vocal, Nielsberg na guitarra, Fons Van Tienen na bateria e Ibelise Guardia no piano, sintetizadores e voz. Essa formação se desfaz quando Fábio retorna para o Brasil definitivamente em 2013, e decide retomar o projeto musical com parcerias no Piauí. Foi quando cruzou com o guitarrista Lívio Nascimento, os dois conversaram e Fábio o convidou para ir em sua casa tirar um som. O resultado da visita? Dez músicas que viriam a integrar o álbum de estreia.

Capa do disco Vol. I (Projeto gráfico: Alexandre Gomes – Xixa)

Recentemente, Thiago Doh (DJ Doh) se integrou à banda, que segue cheia de projetos, dentre eles, um single que trata sobre feminicídio. Fábio Christian bateu um papo com o Entrecultura, falando sobre a banda e os planos para esse semestre.

Entrecultura: Como você definiria o estilo musical do Eletrique Zamba?

Fábio Christian: É difícil definir, embora não seja nada que eu chame de novidade, talvez a novidade aí seja a maneira que as coisas são costuradas esteticamente, a identidade. A própria palavra Zamba é uma brincadeira de “é zamba, não é samba!”, mas depois descobri que existe um ritmo chamado zamba na Argentina. É groove, esse é o estilo, no disco você pode ouvir samba jazz, no modelo old school, reggae roots carregados de samples, funk com solos de sanfona, sambas com cavaquinhos “desafinados”, percussão de caixa de fosfóros, e por aí vai.

Eletrique Zamba (Foto: Sérgio Loureiro)

Entrecultura: Quem compõe as músicas?

F.C: Nesse disco todas as canções são minhas, exceto Malandragem é Fome, que é minha e do Lívio, e PIB e 4i20 que são minhas e do Doh.

Entrecultura: No primeiro álbum lançado, a variação de músicos nas faixas foi um processo natural?

F.C: Não, foi um processo analisado, estudado, discutido. Esse disco tem um fator histórico, que é a reunião e a qualidade dos músicos envolvidos no projeto. Acho que são uns vinte. Nós analisamos cada canção, estilo, o tipo de sonoridade, a partir daí nós discutimos quem poderia ser a pessoa mais indicada para tocar naquela música. Quem são as pessoas: Elayne Leo Neo, Ravel Rodrigues, Fagão Silva, Roraima, Babau, Bruno Moreno, Paulo Dantas, Thiago Cabral, Pedro Ben, Artur Raulino, Zaqueu Souza, Fernando Flipper, Pedro Henrique,André de Souza, Ibeliza Guardia e Fred.

Entrecultura: O projeto tem uma ótima recepção a nível nacional, tendo o primeiro disco figurado entre os 50 melhores de 2017 em um site especializado,  como vocês recebem isso?

F.C: Essa lista dos 50 melhores é muito importante para mim porque ela é a lista do leitor, ou seja, de quem ouve. Nessa lista, nós deixamos o Criolo para trás, que é uma grande referência hoje em dia para mim, e ficamos dois pontos atrás do Caravanas, do Chico Buarque. Existe outra lista, a da Genius Brasil, essa de críticos, onde estamos entre os 30 melhores de 2017. O disco também chegou a ser ouvido na Bélgica, através da FM TerraSanta, na Cidade do México, na FM Sinsemilla, e o clip da música De Volta ao Pó repercutiu bem na Argentina. Recebo de boa, é nosso trabalho né, acho que é isso que a gente persegue quando é artista profissional, sem muito alarde.

Entrecultura: Quais os próximos projetos da banda?

F.C: O Vol 2. Será um disco político, também queremos construí-lo o máximo possível com samples, um elemento de criação muito presente no meu trabalho e agora principalmente com o Eletrique Zamba.

Ouça Eletrique Zamba nas plataformas digitais:

 

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