Conheça o som da banda de rock DB5, que movimenta a cena musical de Demerval Lobão

Por Redação Entrecultura - 03/12/2018 08h00

Ideias em comum e muita vontade de tocar. Foi o que uniu os músicos demervalenses Jonato Figueiredo, Cássio Daniel, Neosladi Allef e Leonardo Júnior e os fez montar a banda de rock DB5. O grupo movimenta a cena musical da pequena Demerval Lobão e se prepara para lançar Sorrir pra não chorar , primeiro álbum de estúdio, gravado no Sonata Home Studio.

Mesmo fiel ao rock, DB5 passeia por outros estilos musicais, como reggae, ska e pop, trazendo letras que falam de amor, e dos dilemas humanos. A música de trabalho Sem você, já ganhou um videoclipe, disponível no Youtube. Jonato Figueiredo, vocalista da banda, concedeu uma entrevista ao Entrecultura e falou sobre o disco e demais projetos, além de assuntos como a cena cultural de Demerval Lobão. Confere!

Entrecultura: Como surgiu a banda DB5?

Jonato Figueiredo: A Banda surgiu na cidade de Demerval Lobão, no ano de 2016, e como toda banda, inicia tocando cover de suas influencias musicais, como o Guns N Roses, Red Hot Chilli Peppers, no plano internacional; e no plano nacional, Mamonas Assassinas, CPM 22, Rodox, Charlie Brown Júnior e outros. Após um curto espaço de tempo a banda inicia com composições autorais.

Entrecultura: Como é a cena musical de Demerval Lobão?

J.F: A cidade possui muitos músicos, mas poucos são aqueles se dedicam à composições próprias. A grande maioria atua em bandas do cenário comercial. A banda DB 5 é uma das pioneiras, na cidade, em termos de música autoral, tendo feitos várias apresentações na cidade em Teresina no projeto Quanto Vale O Show.

Banda DB5 (Foto: Divulgação)

Entrecultura: Como é produzir nessa cidade?

J.F: No plano técnico há apenas dois estúdios, sendo que apenas um deles, o Sonata Home Studio, onde foi gravado o álbum da banda, está mais apto a trabalhos na linha do rock e derivados. Aos poucos, os trabalhos estão começando a ganhar mais qualidade, não apenas no que diz respeito à música, mas também em relação à produções audiovisuais.

Entrecultura: Vocês utilizam em suas letras expressões típicas piauienses. Falem sobre esse processo de composição.

J.F: A banda busca preservar (e se orgulha disso) a sua identidade regional nordestina. O uso de palavras e/ou expressões piauienses deixam isso bem visível, por exemplo, na música “Luz que me alumêa” (ao invés da forma culta, ilumina). O processo de composição faz sempre menção a experiências próprias dos integrantes, dos dilemas e das experiências próprias do ser humano. Dessas visões de mundo, nasce o som da banda que por vezes é melódico e outras, mais pesado.

Entrecultura: A banda se firma no rock, mas passeia por outros ritmos. Como é esse movimento.

J.F: A banda no seu processo criativo mescla nas linhas de guitarra gêneros como o rock, reggae, ska e até mesmo uma linha mais acústica, mas enfatizando sempre o rock e mostrando a sua versatilidade com os gêneros.

Entrecultura: O grupo está se preparando para lançar seu primeiro álbum. Como estão nesse processo?

J.F: Algumas faixas do álbum “Sorrir pra não chorar” já foram disponibilizadas nas redes sociais da banda, sobretudo a faixa “Sem você”, a qual está em um clipe do mesmo nome. As demais faixas estão em processo de mixagem e masterização e em breve virá o lançamento. Sorrir pra não chorar remete a tão conhecida expressão popular e dá nome a uma das principais faixas do álbum. A música fala sobre manter-se bem-humorado e sob controle frente aos perrengues do cotidiano.

Capa do álbum "Sorrir pra não chorar"

Entrecultura: Quais os projetos e planos para 2019?

J.F: A banda pretende realizar uma noite de lançamento do álbum e promover a divulgação mais massiva deste trabalho, lançar mais clipes, live sessions, tocar em eventos e dar continuidade ao processo criativo de mais músicas, já visando um EP.

Assista ao clipe de “Sem você”:

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