Wilson Seraine e o livro A Literatura de Cordel no Ensino de Ciências

Por Redação Entrecultura - 19/06/2016 10h54

WhatsApp-Image-20160618 (1)Numa conversa descontraída, antes dele fazer um outra entrevista e finalmente conversar no Bate-Papo Literário no Salipi, Wilson Seraine é sempre solícito com o Entre Cultura. Esse moço que já viveu anos luz de experiências ‘massa’, contou um pouco sobre sua pretensão enquanto ao livro. A pergunta central, claro, foi o porque de usar o cordel pra ensinar ciências. Mas ciências? Esse negócio de ciências e cordel deve ser esquisito, né não?

Ele respondeu com sua história. Desde de quando era jovem (não estou dizendo que ele ainda não seja), ele tinha vontade de se tornar um pesquisador, mas teve isso frustrado por circunstâncias da vida. Mas ai surgiu uma oportunidade através do Instituto Federal do Piauí, onde leciona, de fazer um mestrado institucional entre o IFPI e a Universidade Luterana do Brasil no Rio Grande do Sul. E ele foi. Se ele tinha tempo? Ele achou. Professor de Física, conselheiro do Estado, palestrante sobre Luiz Gonzaga e empresário, se lançou para fazer o diferencial em sala de aula.

Mas como é que funcionou o cordel em sala de aula?

“Se for procurar por ai, tem várias dissertações sobre a questão da ludicidade, do recreativo, e por ai eu não vou. Eu tenho que procurar algo que diferencie a minha dissertação das outras.”, conta Seraine. Na rima ele encontrou uma forma de facilitar a maneira de ensinar e entrou em sala de aula para provar. Em uma escola, um  professor da instituição aplicou na sala de aula o assunto de um livro normal, e em outra sala o livro que foi versificado pelo poeta Pedro Costa onde o assunto estava em cordel. O resultado foi claro. O rendimento dos alunos foi surpreendente.

 ” Então você pode fazer muita coisa para melhorar o seu desempenho profissional em sala de aula. Eu sempre digo: O que foi que evoluiu desde a época de Sócrates? O que evolui só foi a tomada, mas a maneira de ensinar continua a mesma, o professor na frente e os alunos atrás. Ainda continuam a utilizar o método de ensino ‘Skinneriano’, o que Paulo Freire chamava de educação bancária. O que estamos querendo com o livro não é simplesmente ensinar o caminho, queremos mostrar um jeito diferente de caminhar.”, finaliza o autor.

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