Conheça o som da banda brasiliense Haynna & Os Verdes, da piauiense Haynna Jacyara

Por Redação Entrecultura - 13/10/2018 00h10

A banda brasiliense Haynna & Os Verdes, projeto musical da piauiense Haynna Jacyara, com três anos de estrada já coleciona histórias. Com Haynna nos vocais, Betinho Matuszewski na guitarra, Rian Sodré no baixo  e Jhonata Pikeno na bateria, o grupo mistura, com um tom psicodélico, a MPB com blues, jazz, rock and roll e brega.

Haynna & Os Verdes (Foto: Thais Mallon)

Com dois singles lançados, a banda se prepara para lançar o primeiro álbum. A canção Retrato Falado já ganhou aprovação do público e da crítica, concorrendo na categoria de melhor canção no concurso da Rádio Nacional FM. Atualmente o grupo está participando de uma seleção para se apresentar no Fábrica Festival, que acontece nos dias 01 e 02 de dezembro em Sorocaba (SP).

Haynna Jacyara trocou uma ideia com o Entrecultura, falando sobre seu início na música (para quem não sabe, ela é filha do artista teresinense Roberto Portela, da banda Os Caipora), a formação da banda Haynna & Os Verdes e os demais projetos. Confere!

Entrecultura: Como você iniciou na música?

Haynna Jacyara: Comecei minha estrada na música em Parnaíba -Piauí, ainda muito novinha. Sempre fui apaixonada pelo  palco, pela poesia, pelo público. Com uns 13/14 anos me apresentava na escola, tive a influência de meus pais. Minha mãe sempre ouvia boas canções, blues, samba, bastante rock nacional. Meu pai me inspirou bastante a embarcar nesse universo. Grande artista piauiense. Minha primeira influência artística. Depois, surgiram as primeiras composições, fui cantar na noite e daí nunca mais parei.

O grupo se prepara para lançar o primeiro álbum de estúdio (Foto: Thais Mallon)

Entrecultura: Qual a história da banda Haynna e os Verdes?

H.J: A banda surgiu em uma região periférica do Distrito Federal há mais ou menos uns três anos. Eu já tinha um projeto com o Betinho Matuszewski (nosso guitarrista), já tocávamos nossas músicas e músicas de outros compositores contemporâneos, daí surgiu a ideia de escolher um repertório, chamar a galera para compor a banda e ir para a estrada.

Entrecultura: Como é fazer música em Brasília?

H.J: Brasília foi e está sendo muito importante para minha construção como artista, como mulher. São muitos desafios, mas, é incrível essa vivência. Como havia dito, somos uma banda periférica, já tocamos em várias cidades do DF e entorno. A cena de Brasília ainda é dominada por homens/brancos, mas, eu, como mulher negra, nordestina, periférica, junto com os Verdes, tentamos ocupar vários espaços e levar representatividade, equidade de gênero. Algo muito interessante e importante aqui, são os festivais promovidos pelas próprias bandas autorais, pelos coletivos da periferia, casas de cultura, isso fortaleceu muito o nosso trabalho e com essa troca nós tivemos a oportunidade de fazer nosso próprio festival e fortalecer  outr@s artistas.

Entrecultura: Vocês estão concorrendo a uma vaga para se apresentarem no Fábrica Festival. Como chegaram nessa seleção? Como o público pode participar e escolher as atrações do evento?

H.J: Estamos bem felizes com a oportunidade de estar participando dessa seletiva! Aconteceu de forma bem surpreendente, nós enviamos o nosso material e fomos selecionados pela curadoria do festival. 260 bandas participaram da seleção, dessas 260, foram escolhidas 30, essas 30 bandas estão participando do júri popular. Para conseguirmos tocar no Fábrica Festival, precisamos estar entre as cinco mais votadas. Estamos fazendo campanha e pedindo essa força ao nosso público. Para votar na Haynna & Os Verdes é bem simples, é só entrar no link, se cadastrar no site, procurar a gente e votar. Link para votação: https://bit.ly/2Mzuaqi

Entrecultura: E os demais projetos?

H.J: Nossos projetos mais recentes envolvem o lançamento do Haynna & Os Verdes ao vivo, no Teatro da Praça em Taguatinga, que gravamos ano passado. Temos a finalização do nosso álbum, que está ficando lindo e em breve estará disponível em todas as plataformas digitais, resultado de muito trabalho, e vêm clipe inédito por aí!

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