O caminho é pra frente: Phunk Buda inicia o ano com novo EP

Por Thais Guimarães - 04/01/2020 15h11

O caminho é pra frente é o título do mais novo EP da banda parnaibana Phunk Buda. Com produção de Fábio Crazy e distribuição pelo selo Sola 6 Voltz, o trabalho será lançado oficialmente em um show no dia 11 de janeiro em Parnaíba.

Da esquerda para a direita: Artur, Fábio, Felipe, Levi e Daniel (Foto: Icaro Ferreira)

Com seis faixas inéditas, que contam com algumas participações especiais, o álbum vem consolidar a banda, formada por Felipe Reggae (vocais), Fábio Nasc (bateria), Levi Nunes (sintetizadores), Daniel Susto (guitarra) e Artur Fontenelle (baixo).

O Entrecultura entrevistou o baixista Artur Fontenelle, que contou como um tributo a banda Planet Hemp virou Phunk Buda. Confere!

 

Entrecultura: Como foi gerado o EP O caminho é pra frente?

Artur Fontenelle: Phunk Buda nasceu para um show festivo de tributo ao Planet Hemp porém percebemos que os ensaios eram mais legais nas jams do que tocando música dos outros. Desde o começo foi tudo muito natural. Entendemos que o consumo da música está muito dinâmico através das plataformas, o que fez a gente dividir o material, ou seja, O Caminho é pra Frente é parte de um processo de composição completo, pois já temos as músicas do próximo EP prontas. Pode chegar foi o primeiro para apresentar a proposta da banda, convidar os amigos e apresentar nossa essência. Esse teve a participação do Marinho da banda Maquinamente de São Paulo. O Caminho é pra frente, que conta com algumas participações especiais, é a virada de página para mostrar o quanto estamos focados em produzir e tocar por aí. O próximo EP vai fechar a ideia por completo.

Entrecultura: Quais são as participações especiais?

A.F: Temos a participação do rapper Wyo (ex RPW, nome forte do rap nacional) e Lê, vocalista do Gritando HC, de São Paulo. O EP foi produzido pelo Fábio Crazy (Narguilé Hidromecânico), que também participou da faixa Desabafo de uma Planta, que é um tributo ao Narguilé Hidromecânico, mas com a pegada Phunk Buda.

Artur Fontenelle (Foto: Icaro Ferreira)

Entrecultura: Fale sobre os processos de composição das músicas.

A.F: Phunk Buda é uma mistura musical necessária pra passar alguns recados. Cada letra tem a roupagem que precisa. Temos um Rock tradicional para a faixa título, que prega a união e o respeito. Freio de Camburão é uma linha de blues com a bateria de maracatu numa levada de reggae, para receber o rapper Wyo. Mistura louca que fez a diferença na cara da banda. Meu amigo me falou é puro Rage Against The Machine, uma de nossas maiores influências. Manipulação fala sobre a negatividade política e nada melhor que um hardcore para receber a Lê (vocalista do Gritando HC), um dos mais conhecidos nomes do punk nacional. Vim falar de amor fecha com uma ambiência positiva que não sabemos rotular. O que mais ouvimos é que Phunk Buda soa como nos anos 90.

Entrecultura: E as parcerias na produção desse trabalho?

A.F: Além dos convidados que nos deram uma injeção de motivação, temos um time que ajuda a coisa a acontecer. Murilo Guerra foi quem captou a maioria dos instrumentos, Frank do Studio Perfil mixou e masterizou. Além disso, temos toda a identidade visual por Elefante011, as fotos pelo Icaro Ferreira e todos os ensaios são no Studio Nasc Pub. Esse trabalho todo só saiu com profissionalismo pelo apoio do selo Solar6Voltz e pela lapidação final do Fábio Crazy. Também temos um clipe oficial produzido pelo grande André Leão. Isso sem contar nos amigos que correm com a gente e os patrocinadores que acreditaram no nosso trabalho.

Clipe oficial da faixa título do EP

 

Entrecultura: Como podemos ter acesso ao trabalho da banda?

A.F: Estamos em todas as plataformas como Spotify, Deezer, Google Play e outras. Temos nosso canal no YouTube, Facebook e Instagram. Além disso, podem encontrar tudo sobre a banda no nosso site oficial.

Entrecultura:  E sobre o show de lançamento do EP?

A.F: Dia 11 de Janeiro em Parnaíba tocaremos com Fábio Crazy e os da Silva no Studio Nasc Pub e dia 16 estaremos em João Peres. O ano está só começando e queremos rechear a agenda com shows por todo canto.

Entrecultura: E os demais planos e projetos da Phunk Buda?

A.F: Queremos tocar, tocar e tocar. Estamos com 1000 cópias de O caminho é pra frente com bônus de Pode Chegar [primeiro EP], são nove músicas para apresentar a banda pra galera por aí e abrir as portas para shows e festivais. Alguns discos já foram enviados para pessoas certas em Fortaleza e São Paulo. Além disso, já estamos trabalhando na produção do próximo EP, sempre elevando a régua do profissionalismo. Mais uma vez, queremos tocar, tocar e tocar para mostrar a força da música piauiense.

Phunk Buda (Foto: Divulgação)

 

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