“Depois que morre, passa um tempo enorme para uma exposição”

Por Eduarda Araújo - 29/07/2020 14h42

Escritor Piauiense faz produções com criticas sociais. Desta vez uma homenagem ao Artista plástico Fernando Costa

 

Bruno Baker(34) é autor piauiense, formado em história e atualmente é  curador do acervo Arnaldo Albuquerque. Ele já possui 5 livros escritos para a plataforma digital Clube de autores e agora decidiu por meio de suas redes sociais, produzir textos criticos e opinativos. Já foi ao ar uma produção crítica sobre a Vampirização da imagem de Torquato Neto que já esta disponivel aqui no Entrecultura.

 

Hoje, Bruno Baker, lança um novo texto, com o qual tem o intuito de homenagear o artista plástico Fernando Costa e também de expor uma crítica social. “Depois que morre passa um tempo enorme para uma exposição, depois volta e se tem uma pequena consagração e lógico cai no esquecimento midiático e pessoal novamente” pontua Bruno Baker.

 

Fernando Costa: De repente um insight, agora uma sombra eufórica

Obras do artista Fernando costa (Fonte: Ascom/FMCMC)

 

Somos imediatistas, nosso papel é criar, é desfiar os nós da garganta, talvez assim possamos meditar sob os escombros que causamos.
Um passado de saúde mental caquética, a vida à margem da margem. Fernando Costa era notório e nada queria consagrar de forma pomposa e museística sua arte.
Um esteta brilhante no fulgor de suas convulsões penosas. Uma navalha, um gosto efêmero, um corpo sitiado numa carnavalesca apoteose citadina. Anos após minutos, após segundos. O aqui e agora. Explodiu-se em cacos de memória palpável, uma exposição na goela cítrica do “mercado velho renovado”.
Fernando Costa e seus estilhaços de natureza amorfa. O espectador lambe os quadros de uma forma mutante. O sangue não está coalhado.
Sua face se faz catálogos , suas obras bombardeiam experiências do pincel e da cor. Uma coragem artística que desmascarou o belo, o feio, o consagrado, o ornamentado….

Comentar