Fernando Conrado: Um Assecla de vidas sem rumo?

Por REDAÇÃO - 05/08/2020 18h12

Bruno Baker segue com a produção de textos que vão da critica à homenagem

 

Desta vez Bruno Baker trouxe em seu texto um homenagem unida a um apelo. O texto é uma homenagem ao cantor  piauiense Fernando Conrado vocalista da banda Asseclas, para Bruno Há uma necessidade urgente de se divulgar a discografia da banda e do cantor.

“O texto é uma crítica aos próprios realizadores, porque deveria ter uma divulgação mais extensiva do documentário e também da discografia do Asseclas que ainda não se encontra disponível no youtube”- Bruno Baker

Fernando Conrado: Um Assecla de vidas sem rumo?

Por: Bruno Baker 

Letras hipnóticas, performances avant lá lettre, crise existencial, o palco como seu alquímico verbo, uma vontade de degolar o marasmo notório.

Não conheci Fernando Conrado, me entreguei à memoria afetiva, através das conversas com meu amigo Evaldo Guimarães que sempre o citava como um “Deus orgástico” do pop rock piauiense.

Um outsider James Joyceano, um Rimbaud das carnaúbas, um Five To One destilando o ímpeto criativo, crises e mais crises, choro compulsivo, rir em anseios- ensaios.

William Wordsworth dizia ” O sinal de mármore de uma mente eternamente viajando por estranhos mares de pensamento solitário”. A raça dos equívocos de uma época saturam a imagem e semelhança do artista e sua obra.

Fernando Conrado e o Asseclas eram dois interlúdios pessoais. Um grupo que era era a representação fiel da mente galopante de seu vocalista. Já Fernando era o Id, o Ego e o Super Ego nos seus mais inflamados jogos de poesia e canção.

“Ora pro nobis, miserere nobis”, ó bardo que checou os limites da realidade e nunca mais voltou.

 

Documentário Asseclas à procura de identidade

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