Uma homenagem a Mário Faustino!

Por REDAÇÃO - 29/08/2020 14h46

Para aqueles que aguardam os textos do nosso amigo Bruno Baker, temos uma novidade! A nova produção de Bruno é uma crítica para que a velha guarda de críticos e leitores de Teresina re- percebam Mário Faustino, uma homenagem. De acordo com Bruno é: “Uma escrita mediúnica para chacoalhar e dizer que Mário Faustino era um piauiense e trataram de esquecê- lo e aqui e acolá só lembram dele de tempos e tempos em momentos raros. Mostrar a ambiguidade de muitos leitores de fora que vêem ele como um poeta paraense e o querem assim. Um tapa na cara na intelligentzia piauiense que expurgou intelectualmente seu grande poeta de um tempo pra cá e quase não é mais lembrado”.

Mário Faustino: Alguns o querem bairrista, nós queremos sua vida e obra.

 

O poeta explodiu em nano sílabas. O poeta exumou seu corpo nas chamas literárias. O poeta fincou seus segredos homéricos nos Andes. O poeta seguiu sem herdeiros hermenêuticos clássicos.

Mário Faustino no Piauí foi condenado ao ostracismo. Mário Faustino não é Paraense. Mário Faustino é um fáustico universo de mitologias, sexualidades e cons-desconstrução de talento de rara magnitude.

Mário Faustino já foi uma “semana identitária poética”. Hoje não passa de nota de rodapé Universotário e pior nas searas escolares.

O que aconteceu para que ocorresse essa praga do esquecimento voluntário? A resposta fica a critério, de quem se sentir magoada ou magoado pelo que escrevo agora.

Mário Faustino dá uma piscadela, depois retorna ao “olimpo do Homem e sua Hora”, a passagem do tempo cobra pelo silenciamento estúpido de seus “conterrâneos de curral de vidro”.

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