O Centro Cultural Banco do Brasil Brasília, com patrocínio do Banco do Brasil apresenta: “O Pescador e a Estrela”

Por REDAÇÃO - 18/02/2021 11h25

Musical infantil, com direção de Karen Acioly e texto de Lucas Drummond e Thiago Marinho, conta a história de um jovem pescador deficiente visual e sua jornada para resgatar seu amor, uma estrela de verdade.

O Pescador e a Estrela narra a história Fabiandro, um pescador deficiente visual que, ao partir em busca de seu amor desaparecido, nos mostra que há muito mais para se ver do que só o que enxergamos. Essa é a essência do musical infantil, que estreia dia 26 de fevereiro e segue até 21 de março de 2021 no Centro Cultural Banco do Brasil Brasília. O projeto tem patrocínio do Banco do Brasil. O musical, com direção de Karen Acioly e texto de Thiago Marinho e Lucas Drummond, tem como protagonista um menino solitário que não consegue mais ver motivos para ser feliz. Ele é, então, convidado por um mensageiro das estrelas a voltar seus olhos para dentro de si, a fim de entender que há coisas na vida que não podem ser vistas, só sentidas. Guiado pelo mensageiro, o menino se transforma em um jovem pescador deficiente visual chamado Fabiandro, que é apaixonado por uma estrela, apesar de nunca tê-la visto. Os dois se encontram todas as noites à beira do mar, onde cantam, dançam e se divertem.

Um dia, porém, a estrela desaparece. Decidido a reencontrá-la, ele parte em uma jornada rumo ao céu. Ao seu lado vai Hortênsia, uma menina superprotegida pelas tias que quer conhecer o mundo mais que tudo. O que ambos não sabem é que, logo atrás, está o ganancioso casal Prattes Prattes, que planeja roubar a estrela. O papel do mensageiro é encenado por Felipe Rodrigues, ator negro, deficiente visual e morador da comunidade Pavão-Pavãozinho, na zona sul do Rio de Janeiro. Felipe foi escolhido após audição com mais de 30 participantes, todos deficientes visuais de todo o Brasil. Além de ator, Felipe é cantor, tecladista e compositor. Cego já na infância, atuou nos espetáculos: O Auto da CompadecidaO Mágico de OzVolúpia da Cegueira, entre outras. O personagem de Felipe Rodrigues é quem guiará Fabiandro, interpretado por Lucas Drummond, também coautor da peça.

“O processo de construção da peça tem sido enriquecedor porque me dá uma visão ampla dos assuntos abordados e traz reflexões. São coisas que eu posso pesquisar dentro de mim mesmo a partir do que a peça aborda. É revigorante refletir sobre tudo que está dentro da gente e começa a ser externalizado na encenação e nas músicas do espetáculo”, comenta Felipe. Para Drummond e Thiago Marinho, autores da peça, “o espetáculo traz uma mensagem de esperança, superação e fala sobre um reencontro com o que perdemos. Nós perdemos muito nos últimos meses. Deixamos de ver amigos, familiares e amores. Perdemos aquele brilho que a esperança traz. Principalmente as crianças. Ao mesmo tempo, tivemos a oportunidade de redescobrir esse mesmo brilho dentro de nós. A peça mostra os caminhos para não deixarmos essa luz se apagar, mesmo que eles sejam difíceis de enxergar”, ressaltam.

 

A direção de movimento é da atriz e bailarina Moira Braga, também deficiente visual. “Participar de um projeto novo e com essa qualidade de afetos e de talentos, com uma configuração artística que foca na acessibilidade e inclusão, é um presente. Eu me sinto muito honrada de poder atuar onde meu trabalho é reconhecido”, celebra, Moira. A proposta do espetáculo é dar protagonismo à deficiência visual, ampliando a reflexão sobre a acessibilidade dentro das artes cênicas, principalmente voltadas ao universo da infância, tanto dentro do espetáculo como na composição da equipe técnica e artística.

O Pescador e a Estrela marca a primeira parceria de Acioly com Bruno Mariozz, produtor teatral que há quatro anos desenvolve trabalhos com temas profundos e sem subestimar a compreensão da criança. A produção é da Palavra Z, especializada em musicais infanto-juvenis, como os premiados: Vamos comprar um poeta, A Gaiola e Contos Partidos de Amor, ao lado da diretora Duda Maia.

“Teatro para crianças é um potente agente de transformação da sociedade, pois proporciona um universo de descobertas a as instiga a dialogar e debater entre familiares e amigos. Hoje, este teatro é uma das mais importantes manifestações artísticas para sensibilizar e formar plateias. Pouco a pouco o teatro para crianças firma sua potência em salas, parques, jardins e nos principais centros de cultura de nosso país”, afirma o Bruno Mariozz, diretor da Palavra Z.

 

 

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