Bob Dylan: O artista que brilha na Cultura Moderna

Por REDAÇÃO - 27/05/2021 12h54

É impossível falar sobre cultura pop sem citar Robert Allen Zimmerman, que ficou mundialmente conhecido como Bob Dylan.

De cantor folk de protesto a ganhador do Prêmio Nobel de Literatura, o homem percorreu praticamente todos os caminhos artísticos, sempre deixando sua marca. Criou vários mitos sobre sua origem, prática que seria replicada por vários artistas ao longo do tempo. Essa fábula pessoal que contava sobre si pode até ser entendida como uma metáfora para o entendimento da separação entre homem e artista, um forma de libertação de um pelo outro embora sempre conectados.

Bob Dylan
Foto: Reprodução/Internet/Google

Apaixonado por Wood Guthrie (dono do icônico violão que tinha gravado “essa arma mata fascistas”) e pelo poeta Dylan Thomas, o jovem Robert viu na arte, principalmente na música e na literatura, o catalisador para a sua revolta, que chegaria ao mundo em forma de canções que mexiam fundo nas questões sociais. Dylan tornou-se uma espécie de ponta-de-lança da música folk e ícone da canção de protesto. Ferrenho crítico da Guerra do Vietnã e ativista dos direitos civis, usou sua música como arma contra o sistema.

Ironicamente, essa liberdade que a arte lhe dava terminou por tentar lhe enclausurar como “cantor de protesto”. Pela vasta obra de Dylan e toda desenvoltura em outras linguagens artísticas, sabemos que nada limitaria seu gênio criativo. No tradicional festival folk de Newport, em 1965, plugou a guitarra elétrica e, sob vais e gritos de “vendido’, mudou para sempre o mundo do rock.

Bob Dylan
Foto: Reprodução/Internet/Google

Quando se fala em “mudar o rumo” das coisas, parece que Dylan sempre está no meio. É clássica a história de apresentou a maconha para os Beatles (experiência que teria levado Paul McCartney a compor “Got to get into my life”), mas a verdade é que o contato do Fab Four com o ex-astro folk lhes deu uma nova perspectiva de composição. E não só para os Beatles: não fosse por ele, o rock ainda estaria falando sobre carros, festas e praias. O homem simplesmente deu ao texto da canção um refinamento literário que não existia.

Sua mente iluminada deu ao mundo pérolas do quilate de “Blowin´ in the wind”, “Mr. Tambourine Man”, “All along the Watchtower” e, talvez, a canção que melhor define sua obra: “Like a Rolling Stone”.

Dylan realizou exposições de pintura, escreveu livros (Tarantula, 1971), ensaios e conseguiu se tornar uma figura única na história da cultura mundial moderna. Além de inovar em todas as suas criações, ainda se tornou a primeira e única pessoa a receber quatro das mais importantes premiações do mundo das artes e comunicação: Oscar, Grammy, Globo de Ouro, citação no Pullitzer e o Nobel de Literatura.

Bob Dylan
Foto: Reprodução/Internet/Google

É impossível mensurar a importância do “Mr. Tambourine Man” para a cultura mundial. No Brasil, podemos citar entre seus devotados fãs, nomes como Belchior e Zé Ramalho.

Para se ter uma noção da história e dos grandes momentos do bardo de Minnesota, temos “No Direction Home” e “Rolling Thnuder Revue”, ambos de Martin Scorcese.

Se Martin Scorcese é declaradamente fã do homem, quem sou eu para negar?

Sim, isso foi escrito por um fã.

Parabéns, Robert Allen Zimmerman.

Por Marcos Antonio, Músico, Professor, Escritor e Produtor Cultural.

Comentar