O cantor e compositor Assis Medeiros lança o single “LUANDA”

Por REDAÇÃO - 13/08/2021 17h26

Com participação de Flora Lago, nova parceria de Assis com o poeta maranhense Celso Borges traz o pop com uma pitada de regionalismo

 

Assis Medeiros com Flora Lago (ao fundo) /  Foto: Adriana Lago 

 

 

Musicada por Assis Medeiros, Luanda se aproxima do Semba angolano e dialoga “às avessas”, brinca Assis, com o Baião e o Carimbó brasileiros. “É uma boa salada do Brasil com Angola carregada de sonoridade dançante”, diz o compositor.

 

 

 

O single chega às plataformas digitais dia 20 de agosto acompanhado de videoclipe (ative o lembrete aqui) com imagens e fotos de Adriana Lago e Clarisse Borges, enquanto Daniel Minchoni assina a criação e montagem.

 

Em uma viagem de voos e fumaça no céu da Camboa, bairro de São Luís (MA), à beira do rio Anil, a letra traz palavras e gírias angolanas, como camba (camarada), kabomba (polícia), baldar (mentir), mujimbo (boato), cumbú (dinheiro), boda (festa), bina (bicicleta) e bazeza (palerma). 

 

A música brinca com o termo diamba, nome maranhense para maconha, e cita a esquadrilha da fumaça. Uma imagem muito presente na infância de Celso Borges, quando os aviões [da esquadrilha] faziam acrobacias no céu de São Luís.

 

 Flora Lago  /  Foto: Adriana Lago

 

 

Luanda é a segunda de uma série de três composições que o poeta Celso Borges escreveu depois de contato com obra do escritor angolano Ondyak, cuja literatura é recheada de regionalismos – gírias e expressões locais.

 

Assis Medeiros é produtor musical, compositor e jornalista. Com cinco discos já lançados (Burrodecarga, de 2007; Baiãozinho Nuar, de 2010; Lamina, de2016; Anarquia e Amor, de 2019; e Sertão do meu Amor, de 2021), Assis também produz trilhas sonoras para cinema e teatro. Na TV Senado, ele apresenta o programa Estúdio A, onde entrevista compositores e cantores brasileiros. Seu sexto álbum, de composições autorais e inéditas, está em fase de finalização e será lançado ainda este ano.

 

Celso Borges, poeta e letrista maranhense, autor de 11 livros de poesia, entre eles Persona non grata (1990) e O futuro tem o coração antigo (2013), além dos CDs XXI (2000), Música (2006) e Quase (2010). Fez mais de 100 canções, em parcerias com Zeca Baleiro, Chico César, Criolina, Nosly, Assis Medeiros, entre outros.

 

Flora Lago toca violão e canta desde os 15 anos. Aos 16, participou do seu primeiro festival de música, realizado pelo SESC/DF. A cantora lançou seu álbum de estreia (O tempo dela) em 2020. O EP tem quatro canções e uma forte influência do reggae. Flora Lago tem 25 e participou dos dois últimos trabalhos do compositor Assis Medeiros, os discos Lamina (2015) e Anarquia e amor (2019).

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