Homens que roubam Fogo

Por Redação Entrecultura - 13/09/2016 12h16

 

Homens que roubam Fogo

 

“Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso” – F. Pessoa.

 

O gosto de fazer poesia

Que vomite sensualidade.

De(s)gostoso, é o gozo

De fazer tempero pra corpo!

Uma língua sadi(c)a

mordisca entre quatro

parênteses, sinais

que pontuam ações

em prol libido de ar-tesão.

 

O cara que manuseia

jactantes ciladas registra

também o gosto de meter

a fundo a palavra saber

Pois quem sabe, come,

Quem dá-se lê e assim

vai se esvaece em cheiro.

 

Descobrem o fogo

O poeta ascende-o, [ein?

Palavra calor! Ambos fizeram

de uso, o graveto, carvão,

GRITO do deus Trovão

Como artifício ócio

De as grandes descobertas,

 

a humanidade Prometeu

nunca apagar, nem a língua,

que o inscrevera nas rochas

 

nem ao sol, que sempre estivera

ali a queimar suas respostas.

 

Sou esse piro que ansiou,

que por pouco acendeu,

Ao levar contigo somente o

redundante brotante broxante

que é a dúvida dionisíaca

 

Chama de pré fácil a origem

e de pós fácil o apocalipse,

Que te mostro a todo instante

Onde ficam os jardins suspensos

Da babilônia, o mistério a todo

vapor sendo aceso,

(lembrem-se das moléculas de água

quando fervem, agitadas!)não descoberto.

 

Dê luz aquilo que é quente!

 

 

Texto – Daniel Suan

Música – Marconi Notaro; Antropológica

 

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