Conheça o projeto potiguar ZURDO

Por Eduarda Araújo - 31/07/2020 09h28

 

ZURDO é o projeto solo do guitarrista Henrique Rocha, paulistano de nascença e potiguar de coração. Henrique fez parte das bandas Calistoga, Talma&Gadelha e atualmente integra a Koogu e é um dos técnicos de sons mais requisitados da cena indie brasileira.

EP foi originalmente lançado em formato de vídeo com quase 19 minutos de duração. Dentro do curta, quatro vídeos que se ligam e interage entre si, cada um representando uma das canções feitas pelo Henrique para o projeto. O curta está no nosso canal do Youtube e foi lançado originalmente em 2013, no aniversário de 4 anos do blog Hominis Canidae. Ou seja, trata-se de um resgate que já tinha sido lançado anteriormente pelo blog Hominis Canidae.

A sonoridade torta e miscigenada do projeto fez o vídeo figurar num mapa do math rock mundial no ano de lançamento. Sendo um dos dois projetos brasileiros presentes no mapa. A formação da ZURDO nesse EP foi: Henrique Geladeira na guitarra e voz, Artur Porpino, que hoje integra a Sample Hate, na bateria e Voz, Leandro Menezes da banda Mahmed no baixo e o multiartista Daniel Nec nos Samplers, Sintetizador, Trompete e Escaleta.

 

O EP ZURDO

Gravado de maneira independente por Ian Medeiros, da banda Mahmed e mixado por Henrique Rocha no mesmo ano de lançamento, o EP começa com a faixa instrumental “Andamentos De Uma Não Relação“, que já apresenta uma das credenciais do projeto: a sonoridade coesa entre os instrumentos. “Balangando“, a segunda música instrumental, segue mostrando nuances sonoros distintos, com ritmos quebrados e dançantes, que se intercalam com maestria, numa ode ao nordeste que termina com um sample do coco “Usina (Tango no Mango)”, do músico Chico Antônio.
Duas Metades Separadas” é a última canção instrumental e a mais arrastada do EP, num clima que alterna post-rock com slowcore e post-hardcore. Acelerando e reduzindo a velocidade da maneira que deve ser uma relação entre duas metades separadas. “Desconstruir” fala sobre ressignificar a nossa cultura, sobre desapegar do que um dia somos, aprender coisas novas, mantendo um equilibrio na continuidade que é a vida. Como fala Henrique na letra: “Desconstruindo para equilibrar”.

Fonte: Hominis Canidae

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