Produtores e produtoras culturais solicitam adiamento do prazo para inscrição de projetos no Edital FAC Brasília Multicultural

Por REDAÇÃO - 17/06/2021 10h51

Com prazo apertado para o término do período de inscrições de projetos culturais no FAC – Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal, um dos principais instrumentos de fomento à arte, cultura, lazer e entretenimento da região, gestores da cultura local identificam dificuldades para submeterem suas propostas.

Não obstante ao empenho da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF e de grupos de experientes gestores culturais da cidade em qualificar novos produtores e produtoras habilitados/as a inscreverem seus projetos, o cumprimento das exigências legais bem como a complexa interpretação dos editais têm atrasado o processo.

A acertada inclusão de novos entes e agentes culturais, identificados na Linha 1 da Lei Aldir Blanc, neste bloco de editais lançado recentemente, trouxe para o mercado muitos/as fazedores/as de cultura até então distantes do uso de recursos públicos disponíveis para suas atuações profissionais.

Com isso, cabe ressaltar que 100% destas/es novas/os trabalhadoras/es da cultura não têm qualquer experiência quanto à redação de projetos que contemplem as exigências naturais de um edital público.

Outro fator que chama a atenção dos profissionais do setor é a lentidão na aprovação de novas inscrições e na renovação do cadastro [submetidos dentro do prazo estipulado pela Secretaria] de entes e agentes culturais que os habilita trabalhadores/as a submeterem seus projetos a avaliação da secretaria, o CEAC – Cadastro de Ente e Agente Cultural.

O prazo para o término das inscrições no Edital FAC Brasília Multicultural é dia 18 de junho, sexta-feira, mas a classe cultural gostaria que fosse estendido por 15 dias e a análise dos CEACs novos e a renovação dos já existentes. “Nesse momento em que se mantém a pandemia por Covid-19 que deixou os trabalhadores/as impedidos/as de trabalhar, o setor está totalmente paralisado e o FAC passa ser a única oportunidade por grande parte da classe cultural”, alertam representantes do setor.

 

Carta do Movimento Organizado da Cultura do DF:

CARTA NA ÍNTEGRA

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